Falando de

Uma pessimista otimista

Por parte da minha adolescência eu fui otimista, juro, esperava sempre coisas boas. Acreditava nas pessoas esperando o melhor delas. Uma sonhadora, porém não percebia como estava sendo ingênua.
Eu quebrei a cara, quebrei de novo e de novo. Quando imaginava as coisas que estavam por vir, eu tinha medo do quanto ia me machucar se não saísse pelo menos parecido com a forma que pensei.
Precisei de um trauma pra entender que as coisas nunca saem como a gente imagina.
Não vou contar o que aconteceu, mas foi tão oposto ao que eu esperava, que praticamente não teria sido capaz de imaginar.
Na época eu estava lendo ‘As crônicas de Nárnia’ e acabei caindo na parte do brejeiro (criaturas que se assemelham a espantalhos e são muito pessimistas), que previa destinos terríveis até para a menor das situações, pois segundo seu pensamento nada pior além do pior poderia acontecer.
Isso acendeu uma lâmpada na minha cabeça e até hoje para mim faz muito sentido.
Não fiquem chocados, eu explico o por quê.
A partir de um ponto da vida várias coisas começaram a dar errado pra mim e isso foi me deixando depressiva, então cada vez que eu esperava que algo bom fosse acontecer ou imaginava uma situação e na vida real não acontecia, eu ficava para baixo.
Nesse ponto você pode estar pensando, ‘Mas que frescura’ e alguns de vocês nunca entenderão mesmo. Praticar o pessimismo talvez tenha salvado minha vida.
Alternando momentos de alegria histérica e tristeza, eu consegui aos poucos encontrar meu equilíbrio.
Aprender a esperar pelo pior me preparou para as decepções e me ensinou ao mesmo tempo a dar valor as coisas boas.
Hoje em dia eu espero coisas boas para mim, mas asseguro de deixar a Carla pessimista já planejando o que fazer se tudo der errado.
Ps: Sei que algumas coisas que descrevi são sinais de bipolaridade, mas nunca fui ao psicólogo comprovar.

Sobre o autor

Carla, 29 anos, publicitária, fotografa, social mídia, artesã. Louca da natureza, velharias e bichos. Mais na aba aba sobre e por todo o blog.

(7) Comentários

  1. Uhn… interessante esse ponto de vista.Mas acho melhor ser otimista-realista. haha Existe isso?Blog do Sofá

    1. Acho que sim. É quase a mesma coisa, só que eu tento prever as desgraças alem de ser realista haha

  2. Amei o post gata!Sucesso 🙂

  3. “Aprender a esperar pelo pior me preparou para as decepções e me ensinou ao mesmo tempo a dar valor as coisas boas.” Exatamente!! Te entendo plenamente! Ah, e ameeeei esse cabelo *-*Beeijo enormehttp://miopesanonimos.blogspot.com.br/

    1. Obrigada :DAee, alguém me entende haha

  4. Gostei bastante do seu post. Eu sou assim, tenho muito pessimismo presente no meu dia a dia, mas ao mesmo tempo consigo ser otimista ao extremo. É bom, pois vc mantém os pés no chão!Beijos

  5. Bom o pior cego é aquele que não quer ver ,eu acho que se a gente tã vendo que a coisa tá ruim não tem por que falar que tá boa ou vai melhorar logo ,pra que mentir,não é sempre que as coisasdão certo pra gente não ou então não dão certo nunca e a gente fica possessa com raiva da vida e do mundo ,eu me considero realista e vejo o pessimismo das coisas.beijoshttp://fashionvinteum.blogspot.com.br/2014/01/reaproveitando-certos-itens.html

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *