Falando de

Olivia Rogéria me ensinou

Meu primeiro namoro oficial foi quando eu tinha entre 17 e 18 anos, acabou virando uma relação tóxica e abusiva que se arrastou por meses, por não sabermos quando ou como terminar e o que fazer com os sentimentos e lembranças.

Lembro que quando terminou definitivamente e a outra parte começou a namorar, diga-se de passagem, bem rápido, fiquei muito confusa. Porque eu o via fazendo e dizendo as mesmas coisas que fez e disse a mim, indo aos mesmos lugares. Então é isso que é relacionamento? Vivemos loopings fazendo e dizendo as mesmas coisas, nos mesmos cenários, como um teste de elenco, tentando encontrar os atores perfeitos pra viver uma história que já está escrita.

As mesmas músicas, séries, as mesmas 3 palavras?

E é por isso que o álbum Drivers License da Olivia Rodrigo fez tanto sucesso. É a realização cantada ao final do primeiro relacionamento.

Claro que nem sempre vai ser igual, há muitos sentimentos, sensações, lugares, pessoas, pra se viver, tantas possibilidades que chega a ser inimaginável, impossível prever, ainda bem,. Isso, só percebemos com os anos, através da experiência. Que há muito mais formas de se dizer eu te amo, que com as palavras óbvias que aprendemos com as novelas e filmes. As muitas pessoas rasas e acomodadas estão por ai, em meio à outras profundas e em constante movimento, como oceanos.

E assim como na vida real, muita coisa boa pode vir depois dos términos e canções por eles inspiradas. Nada como um coração partido para emplacar hits, afinal decepção e dor de corno tem a capacidade de nos embalar em um único sentimento, que dói no coração, apesar do mesmo não ter qualquer coisa a ver com as paranoias que o cérebro está gerando.

Eu acho que você tem Dejavu.

Sobre o autor

Carla, 29 anos, publicitária, fotografa, social mídia, artesã. Louca da natureza, velharias e bichos. Mais na aba aba sobre e por todo o blog.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *