Falando de

O que as mulheres querem?

Recentemente tive uma conversa com um blogueiro cujo o blog tem como público alvo mulheres. Como li suas postagens, perguntei sobre a forma que seus posts eram escritos, parecendo sempre julgar as mulheres, generalizando e quase sempre chegando a conclusão de que teríamos que tomar cuidado para não virarmos piriguetes, sedentas de atenção, gordas, medíocres e alguns outros termos.

Pausa para o primeiro erro:
A generalização, quando você junta todas as mulheres no mesmo saco e passa a atribuir ações, qualidades e defeitos a elas por igual, você não está escrevendo para o público feminino em si, você esta escrevendo para um público machista, seja masculino ou feminino. Por que sim, existem mulheres machistas e conservadoras que ainda acreditam que temos que nos manter no “nosso” lugar.

Ele me explicou que seria pelo público alvo do blog, que as leitoras gostariam de saber sobre aqueles assuntos, acredito que não tenha entendido que me referi a “maneira de dizer”, não tinha nada contra os assuntos. Então ele disse, por exemplo, que uma mulher gostaria de ler sobre “O que fazer no primeiro encontro” e eu respondi que nem sempre. Nós estamos mais preocupadas com o que vestir e no que o cara vai fazer no primeiro encontro. Não que eles tomem todas as atitudes, porque isso caiu a muito tempo, mas porque da maneira dele lidar com diversas situações dependerá tudo, o sucesso desse encontro e todos os outros, se é que eles existirão.

Resumindo o porque eu contei tudo isso para vocês:

Ao longo dos anos vim escutando vários pontos de vista, sobre o que os homens acham que as mulheres querem, o porque delas agirem de tal forma e como isso os afeta. Infelizmente, muitos chegam a mesma conclusão, de que as mulheres são iguais e as tratam como se fossem, mas felizmente vou dizer o que as mulheres querem, acima de segurança, aventura, família grande, uma casa, um carro, uma carreira de sucesso: Respeito.
Nós queremos ser ouvidas e consideradas. Sim, nós podemos comentar sobre traições, gente vendida e exibicionismo, mas queremos ser eximias da culpa que nos foi imposta desde que nascemos por Eva ter mordido uma droga de maçã que nem sabemos se existiu.

Nada dita como realmente devemos agir e o que fazer, só quem tem o poder de fazer isso somos nós mesmas. Não importa o quanto seremos julgadas e qualificadas em subcategorias, somos o que somos e enquanto estivermos nos sentindo bem com isso, ok.

Espero que a pessoa com quem conversei entenda o que eu quis dizer com esse post e naquela conversa, e que a partir de hoje faça menos julgamentos inadequados sobre nós. Aos demais, não entendam esse post como uma indireta, tudo que eu disse aqui provavelmente foi dito no dia da conversa.

Sobre o autor

Carla, 29 anos, publicitária, fotografa, social mídia, artesã. Louca da natureza, velharias e bichos. Mais na aba aba sobre e por todo o blog.

(4) Comentários

  1. Bom Carla, achei interessante seu post e sua intenção de defender a moral e a individualidade da personalidade de cada mulher, concordo também que muitas pessoas ( homens e mulheres ), tratam as mulheres como se todas fossem uma só. No entanto como fã do blog citado, não considerei uma ofensa ( e eu sendo uma mulher e muita feminista por sinal ), a postagem citada, refere-se a um relato cotidiano que qualquer pessoa que tenha uma cabeça aberta pode perceber, apenas um observação cotidiana e o autor como todo bom blogueiro se sentiu na responsabilidade de mostrar ao mundo a sua visão sobre o caso. Sei o quanto as mulheres lutaram e lutam até hoje por serem tratados com menos preconceito, pois sou um dessas. Mas infelizmente não podemos negar que muitas de nós nem se importam com essa luta à muito travada, muitas realmente querem ser sustentadas e nem se importam com sua dignidade e moralidade. Tal post foi relato sem tom de preconceito, pelo menos eu não o senti, me senti como uma observadora social e também não senti o tom machista por você dito. Acredito que o mesmo serviria para relatar tanto homens como mulheres. Cuidado com o seu tom de critica, pois ele também pode se voltar contra os seus posts.

    1. Demorei para aceitar o seu comentário e preferia não validá-lo, pois falei mais de uma vez com o autor dos posts (seu irmão), que de maneira alguma tentei tornar este post sobre ele ou sobre seu blog, justamente por isso eu não citei nomes, apenas a ideia que considerava errada, já discutida anteriormente (justamente por isso avisei o mesmo que postaria). Como já escrevi no post, não tenho nenhum problema com o tema das postagens, apenas com a linguagem ofensiva. Te garanto que antes de escrever enviei alguns dos posts para amigas e colegas de trabalho que concordam comigo.Sou uma pessoa totalmente flexível e tenho mente aberta, outra coisa que deixei claro para ele em nossas conversas, onde expus meu ponto de vista, foi pedindo que ele mesmo fosse flexível em diversos pontos. Este post foi sim, sobre as mulheres, tirar a atenção da razão social dele e focar na referência citada, muda o foco do mesmo.Quanto à forma de crítica que usei, foi a minha opinião, não impus a ninguém. Não fiz publicidade negativa para o autor dos posts, pois como já disse antes, seu nome não foi mencionado justamente para não lesá-lo e tampouco usei palavras de baixo calão como nos posts citados.Entenda que existe uma diferença entre dizer que “há mulheres que não se importam com dignidade e moralidade”, outra é traçar um nível de moralidade aceitável, valores patriarcais à muito derrubados, é o que você mesma disse, não somos todas iguais e nossas escolhas devem ser respeitadas. Isso só passa a importar se a forma de vida da outra pessoa invade seu espaço e ainda assim não nos cabe julgar a pessoa pelo que ela é e sim por suas ações, ou seja, individualmente. Já cruzei com mulheres como as descritas nos posts, claro, quando surgir um problema com alguma delas, eu mesma irei resolver, com ela e não com seu estereótipo.Qualquer comentário que dê sequência a este será ignorado, pois me recuso a fugir do tema do post para discutir esse assunto.

  2. Muito bom o tema do post! Eu estou enjoada de blogs ensinando como a mulher deve agir, o que deve fazer para conquistar um homem, entre outras coisas. Tudo bobagem. Nós mulheres não precisamos das dicas dos homens, só precisamos ser verdadeiras e autenticas para que gostem de nós do jeito que realmente somos.Beijos

    1. Concordo, ditar valores é conservador demais para os dias de hoje.

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